20 de junho de 2017

trocar de travesseiro

Domingo passado, antes de voltar para São Paulo eu estava recolhendo a casa quando notei que a aparência dos nossos travesseiros não esta boa. Estão velhos.
Hoje não necessitei muito tempo de pesquisa para descobrir que para garantir um sono confortável sem tantos ácaros e outros, como pequenas aranhas,  é importante trocar de travesseiro a cada seis meses. Se você está lendo este post. Pare!  Pergunte-se quando foi que você comprou seu último travesseiro.

Droga! Os meus tem mais de 3 anos. Como é possível? Vou trocá-los imediatamente.

8 de junho de 2017

Festa de 15 anos

Festas de 15 anos foram moda, deixaram de ser algumas vezes e hoje, aparentemente, estão em alta novamente. Essas grandes festas de 15 anos animam a meninada, movimentam o mercado de eventos - salões para festas, salões de beleza, e todos aqueles cujos serviços são necessários para que o grande dia seja inesquecível, movimentam grandes verbas e, é claro, descabelam os pais envolvidos.  Esse tema dá o que falar sobre vários pontos de vista. Do ponto de vista histórico até incomoda. Afinal nós mulheres temos um lugar no mundo hoje que não tínhamos. Bom! Pelo menos na nossa sociedade.
Infelizmente algumas culturas continuam casando suas crianças, desrespeitando-as por religião, por tradição ou porque fazem de suas filhas um negócio.  Felizmente aqui para nós essas festas ganharam um novo significado que é: “FESTA” mesmo.

Do ponto de vista da mãe que sou de uma menina que foi convidada pra desfrutar de sua primeira grande festa. A coisa foi bem legal. Pude ver como minha pequena ficou muito animada com a perspectiva de participar de uma festa que teria “balada” e terminaria as cinco da manha. Além do mais, ela adorou se produzir: cabelo, maquiagem e longo com toda a pompa. Nas palavras dela ao verse pronta: “me sinto como se estivesse concorrendo ao Oscar”

No dia seguinte minha filha tinha uma ressaca danada! Uma ressaca de haver dançado a noite inteira e de vazio. O vazio que dá quando um projeto acaba. Afinal a festa foi um projeto de quase um mês. A expectativa foi preenchida e sobrou o domingão de sono, de recordações e saudades.


Aprendendo sempre!

18 de maio de 2017

minha mãe

minha mãe
não está minha
eu estou mãe
igualzinha
casa sua
agora minha
mãe estou
nunca sozinha
a lembrança
é minha

12 de maio de 2017

Quase um ano de “tomatito”

Quase um ano de “tomatito”

Toda a família tem uma língua própria para chamar uma ou outra coisa. Há um ano, mais ou menos, ganhamos da tia Carmen (minha irmã), uma nova palavra/conceito : o  Tomatito.

Na nossa língua - Tomatito: ação familiar de organizar a casa. Um “Tomatito” pode durar de 10 a 15 minutos, nesse tempo todos os presentes organizam a casa. Sapatos são levados para os armários, revistas vão pra o revisteiro, copos vão para a cozinha,...  Tudo o que está fora do lugar volta para o lugar e tem que ser colocado de maneira “bonita” : uma pilha de livros, por exemplo, deve ficar alinhada, almofadas devem ser  colocadas com charme no sofá, etc.


Para nós o “Tomatito” virou uma brincadeira com benefício.  

Obrigada Tia Carmen!


11 de maio de 2017

Ir ao museu para que?

Bom, isso depende; Pode ser para passar o tempo, para conhecer a história, para passear, para ficar protegido em um dia chuvoso, para conhecer o edifício, ver obras de arte, ver a vista. No caso do MAC de São Paulo, o edifício que abrigou o DETRAN por muitos anos é lindo e a vista maravilhosa. 

Para mim, ir ao museu é ver desde o outro ponto de vista, sentir através do outro, viajar no tempo, e atiçar minha imaginação.
Além disso, e para nossos pequenos, pode ser uma possibilidade de aprender a respeitar o espaço e as regras, ver sem tocar,  aprender a estar em silencio, a falar baixinho, aprender que arte é coisa da gente,  que muito pode ser feito com lápis, papel e tinta, aprender a olhar, ver  e viver off-line.
Tomás e eu fomos no domingo passado ao MAC. Para mim foi uma delícia, principalmente, porque fui atendendo a um pedido dele - que queria: “voltar ao museu do gato gigante”.  Durante a visita também pude desfrutar de muitos comentários como este dito diante de uma obra de Samson Flexor:  “Tem gente que acha fácil fazer isto, más não é”.  Ou, quando frente a outra obra eu disse: - Isto é incrível, muito maluco! – ele respondeu: “maluco não mãe – isto é arte abstrata”.

De qualquer modo, independentemente do motivo, vá ao museu com os seus pequenos ou com os seus mais velhos para ver o que acontece.


Obra de Tarsila do Amaral


Do site do MAC: O complexo arquitetônico, que abriga o MAC, foi criado nos anos 1950 pelo arquiteto Oscar Niemeyer e equipe, o MAC USP possui um acervo de cerca de 10 mil obras, entre pinturas, gravuras, tridimensionais, fotografias, arte conceitual, objetos e instalações. É considerado um centro de referência de arte moderna e contemporânea, brasileira e internacional, mantendo à disposição de estudantes, especialistas e do público em geral uma biblioteca e um importante arquivo documental. 

Para mis amigos españoles – Traducción: Carmen Taibo

¿Para que ir al museo?
¡Depende! Además de ir para ver una determinada exposición, o para ver o volver a ver la colección, también se puede ir a pasear, a conocer la historia, a ver las vistas que nos pueda brindar el edificio, o para protegerse de un día lluvioso o muy frio…
Para mi ir al museo es mirar desde otra perspectiva, sentir desde otra piel, hacer un viaje en el tiempo e inspirarme.
Para nuestros pequeños ir al museo tiene además otras  posibilidades como aprender a respetar, respetar el espacio, respetar las normas, mirar sin tocar, andar en silencio, susurrar al hablar, ver la cantidad de cosas que se pueden hacer con lápiz, pinturas y papel, aprender a mirar, a ver y a vivir desconectado de la red.
Mi hijo Tomás de 8 años y yo hemos disfrutado juntos el pasado domingo de una visita al MAC.
El MAC (Museo de Arte Contemporáneo de São Paulo) es un edificio proyectado en la década de 50 por Oscar Niemeyer,  donde durante muchos años estuvo ubicado el DETRAN (Departamento Estadual de Tráfico de São Paulo). Es un precioso edificio con unas vistas espectaculares de la ciudad.
Ha sido una visita muy especial sobre todo porque era un deseo suyo al que he atendido, me dijo: - quiero volver a ese museo donde hay un gato gigante.
Hemos disfrutado mucho juntos y yo además he disfrutado de sus comentarios y observaciones, como cuando delante de una obra de Samson Flexon me ha dicho: - Hay gente que cree que hacer esto es fácil, pero no lo es. O cuando delante de otra obra me ha oído decir: - ¡Esto es increíble y muy loco! A lo cual él contestó: - ¡Loco no mamá, esto es arte abstracta!

Independientemente de la razón por la cual lo hagáis, os animo a ir al museo con vuestros pequeños o vuestros mayores para ver lo que pasa. 

9 de maio de 2017

São João acende a fogueira do meu coração


São João acende a fogueira do meu coração e dos meus pequenos que aparentemente não se sentem ameaçados com a possibilidade de fazer xixi na cama. Alias é muito difícil encontrar, hoje em dia uma criança que acredite no velho ditado que diz que quem mexe com fogo faz xixi na cama. Igualmente é difícil ver uma criança, pelo menos na cidade grande, frente à possibilidade de desafia-lo, não, inclusive em São João mesmo que diga a canção.


Fogo? Porque não, é delicioso reunir-se no inverno ao redor de um foguinho. Conversar, jogar e cantar ou, simplesmente deixar-se levar pela dança das chamas. 

4 de maio de 2017

brincar com a casa de marimbondos nunca mais

De longe acompanhávamos o entusiasmo da Cacá e Tomas brincando no jardim. De repente ouvimos um grito constante e diferente que veio aumentando em intensidade. As crianças corriam para nós em desespero. Demoramos em entender que estavam sendo picadas por pequenos marimbondos. Como mágica eu sabia o que fazer; rapidamente coloquei o Tomás no chuveiro, junto com a água escorriam os bichinhos. No caso Cacá, os marimbondos estavam enrolados no cabelo. Por sorte éramos duas mães ao trabalho. Notei então como o lábio e as orelhas do meu pequeno iam inchando.  O instinto materno me fez chegar ao P.S. em menos de cinco minutos. Adrenalina, antialérgico e soro foram ministrados e em pouco tempo os inchaços e as placas começaram a sumir dando vez ao alívio e a experiência.
Brincar com a casa de marimbondos?
Nunca mais.

Assim é a vida!

12 de abril de 2017

melhorando sempre

Qual seria a necessidade de reconsiderar tudo o que temos e como temos em nossa casa?
Refiro-me a tudo mesmo: desde a distribuição dos móveis até objetos como copos ou lençóis.

Nós estamos constantemente mudando e nossos hábitos também, mas há algumas coisas, como nossos pertences, que não nos acompanham espontaneamente.

Recentemente me incomodei com um armário que, além de estar cheio, estava sujo e provavelmente não se limpava porque estava cheio. Nada ou, quase nada, do que estava no armário continuava sendo utilizado ou era necessário para mim ou para minha família. Acontece que as crianças cresceram e todos aqueles copos e tigelas de plástico, forminhas para picolé, etc. foram guardados sem ter utilidade, ocupando o espaço e dificultando a limpeza. Mas nem tudo é tão evidente, há outros tipos de objetos que parecem muito importantes e não são esses são aqueles que não utilizamos, não gostamos e não necessitamos só que, como se fossem personagens andam disfarçados de importantes.  Quais são eles? É fácil detecta-los: pergunte-se quando foi a última vez que o objeto sendo analisado foi utilizado. Se a resposta for há um ano: a  importância é pequena, ha mais de um ano: mínima e a mais de dois anos: zero. 

Portanto, respondendo a pergunta inicial: é necessário observar e repensar nossas casas para poder melhorar o ambiente em que vivemos deixa-lo mais organizado, mais pratica, de acordo com nosso estilo e necessidades do momento e ainda por cima - mais bonito

28 de março de 2017

horta em casa

Fizemos uma horta em casa. Plantamos rabanetes, salsinha, alecrim, manjericão, tomilho, alface romana, e um tomateiro. Uma hora de diversão, com meu pequeno, para planta-la e a garantia de uma atividade interessante todos os dias, afinal a horta tem que ser cuidada.

Ha rumores de que os tablets não estão ajudando muito no desenvolvimento dos pequenos. Como não podemos mais viver sem eles, podemos plantar, passear, jogar bola,... e comer ervas fresquinhas.


24 de março de 2017

Livro de segunda mão por que não?


Normalmente, no comecinho do ano, nós compramos todo o material pedido pela escola, mas, este ano esquecemos um livro de leitura. Quando a professora começou o trabalho com o livro, fomos atrás dele. Visitamos algumas livrarias e não o encontramos. A bibliotecária da escola, muito atenta, ofereceu um livro emprestado para que o meu pequeno pudesse fazer a lição, além disso, ofereceu também um livro do bazar de usados da escola. Não duvidei e comprei o livro do bazar que, aliás, estava em ótimo estado.
Toda contente contei para meu filho que havia comprado o livro do bazar.  Surpreendi-me quando ele disse ofendido que não iria utilizar um livro de segunda mão. Fiquei decepcionada. Como assim? O que há de errado em reutilizar um livro? É fantástico!

Pois é - o que há de errado é que não ensinamos nossos pequenos a utilizar bem os recursos.  Hoje falamos muito sobre reciclagem e, Infelizmente, eles acham que salvarão o mundo levando garrafas pet para reciclar. Aqui o bom exemplo: o livro em questão foi utilizado por pouco tempo pelo antigo dono, pode ser utilizado não somente pelo meu filho, mas por muitas outras crianças, basta que seja cuidado da maneira correta para que dure.  

21 de fevereiro de 2017

os incomodados que se mudem

Sobre a escola nova - continuo ouvindo agradecimentos e comentários, muito interessantes, dos meus filhos: mãe me sinto mais bonita, mãe me sinto tão contente que ficou mais fácil nadar, mãe nesta escola não tenho dois melhores amigos, já tenho dez,....


Olho!
Conviver durante muito tempo com aquilo que nos incomoda pode nos levar a crer que assim são as coisas e assim devem ser.




7 de fevereiro de 2017

zona de conforto



Quem não passou pela experiência de haver demorado muito para tomar uma decisão, dando muita importância a fatos diversos, fazendo análises e mais análises disso e daquilo, procurando desculpas e justificativas entre outras coisas e, logo depois de fazê-lo, descobriu que perdeu tempo?
Eu, infelizmente, experimentei isso várias vezes. Digo infelizmente porque não há nada melhor que a estagnação para a mediocridade.  Mas, a última e mais fresquinha experiência foi matricular os meus filhos em uma nova escola após 10 anos na antecedente.

A razão da mudança? São muitas. A razão para a demora? Somente uma: a maldita zona desconfortável de conforto.

Minha filha me pediu algumas vezes: ora eu achava que era fogo de palha, ora achava que a razão não era suficientemente boa, suficientemente inteligente ou nobre. Não há melhor cego que o que procura enxergar somente aquilo que não desafia, com boas justificativas.

Após a decisão, já com a ideia feita e ainda com medo de ser feliz tudo ficou claro. E na clareza dos fatos eu me curvei ao arrependimento. Porque todas as imagens, conversas, pedidos e etc., perderam o filtro que me fazia amenizar os sentimentos, as revoltas, as críticas e finalmente o trabalho que dá enxergar o que nos rodeia porque é bom contentar-se com pouco.

É isso aí. Nos contentamos com muito pouco por preguiça.

Pensamos pouco ou pensamos muito com pouca vontade de procurar conhecimento, com pouca vontade de achar soluções verdadeiras, com pouca sinceridade.


E tudo isso pouco importa quando as decisões nos afetam exclusivamente. Mas, quando afetamos e infectamos de desconforto àqueles que dependem de nós...

29 de setembro de 2016

acontece


Sai para comprar um carro e comprei uma batedeira.

Acontece que a  batedeira kitchenaid era uma vontade antiga. Eu já havia viajado um par de vezes com a idéia de voltar com uma e já havia investigado por aqui mesmo algumas vezes. Então há um par de semanas, quando eu estava em uma concessionária, recebi um whats de uma amiga contando que a  desejada batedeira estava em promoção. Sem titubear comprei.

A batedeira é linda! No dia que chegou gastei alguns minutos decidindo o melhor lugar para colocá-la. Demorou mais de uma semana para eu fazer o bolo. O bolo? Ficou igualzinho a todos os outros que fiz naquela batedeira simples que tenho há 20 anos e que, alias, nunca teve defeito. Bom! Talvez agora tenha o defeito de não ser mais necessária e ocupar espaço no armário.